Sintoma
Dor lombar
A maior parte das dores lombares melhora em poucas semanas e não precisa de exame nem de cirurgia. O trabalho do especialista é reconhecer a minoria que precisa de mais atenção — e não tratar todas do mesmo jeito.
Conteúdo revisado por Dr. Marcelo Augusto Acosta Goiri — Neurocirurgião — CRM-SP 164159 — RQE 80588. Atualizado em 17 de agosto de 2026.
O que costuma causar dor lombar
A lombalgia mais comum é mecânica: envolve músculos, ligamentos, discos e articulações facetárias que reagem a esforço, postura mantida ou desgaste ao longo do tempo. Em geral piora com movimento ou permanência prolongada na mesma posição e melhora com repouso relativo.
Uma parcela menor tem origem em compressão nervosa (como hérnia de disco ou estenose do canal), e uma parcela ainda menor em causas que exigem investigação rápida — fratura, infecção, tumor ou doença inflamatória.
Sinais que pedem avaliação médica
Não é preciso esperar meses para procurar ajuda, mas alguns sinais mudam a urgência:
- Dor que desce pela perna abaixo do joelho, com formigamento ou perda de força
- Dor noturna que não alivia em nenhuma posição
- Febre, emagrecimento não intencional ou histórico de câncer
- Perda de controle da urina ou das fezes, dormência na região íntima
- Dor após queda ou trauma, sobretudo em quem tem osteoporose
- Dor que passa de seis semanas sem melhora
Como a investigação é feita
A consulta começa pela história e pelo exame físico — eles definem se há sinal de comprometimento neurológico. Exames de imagem (radiografia, ressonância) são pedidos quando podem mudar a conduta. Ressonância "para ver o que tem" sem correlação clínica frequentemente mostra alterações que existem também em pessoas sem dor e gera preocupação desnecessária.
Como a dor lombar é tratada
A escada terapêutica é proporcional ao problema: orientação e atividade controlada, medicação por tempo definido, fisioterapia e fortalecimento; se a dor persistir e houver um alvo identificável, procedimentos como bloqueios e infiltrações; e cirurgia apenas quando há compressão nervosa relevante ou instabilidade que não respondeu ao restante.
Perguntas frequentes
- Dor lombar sempre precisa de ressonância?
- Não. Na maioria dos episódios agudos sem sinais de alerta a ressonância não muda a conduta nas primeiras semanas. Ela é indicada quando há déficit neurológico, sinais de alarme ou dor que persiste apesar do tratamento inicial.
- Repouso absoluto ajuda?
- Repouso prolongado tende a atrasar a recuperação. A recomendação atual é manter as atividades possíveis, com ajustes, e evitar apenas o que piora claramente a dor.
