Doença da coluna
Mielopatia cervical
Diferente da hérnia que comprime uma raiz, a mielopatia compromete a medula — e por isso os sinais são mais sutis e mais sérios: dificuldade para abotoar, letra que muda, andar inseguro.
Conteúdo revisado por Dr. Marcelo Augusto Acosta Goiri — Neurocirurgião — CRM-SP 164159 — RQE 80588. Atualizado em 17 de agosto de 2026.
O que é
A medula espinhal passa pelo canal cervical. Quando o canal estreita — por hérnia, osteófitos, espessamento ligamentar ou canal congenitamente estreito — a medula é comprimida e sofre. Diferentemente da compressão de uma raiz, o dano medular pode ser progressivo e parcialmente irreversível.
Sinais que costumam passar despercebidos
- Perda de destreza fina: abotoar, escrever, mexer no celular
- Sensação de mãos "grossas" ou dormentes
- Desequilíbrio, andar de base alargada, quedas
- Rigidez ou peso nas pernas
- Choque elétrico pela coluna ao flexionar o pescoço (sinal de Lhermitte)
- Urgência urinária
Diagnóstico
Exame neurológico com reflexos exaltados, sinais de liberação piramidal e testes específicos de destreza; ressonância cervical mostra a compressão e alterações de sinal na medula. A dor cervical pode ser mínima — o que atrasa o diagnóstico.
Tratamento
Mielopatia sintomática, sobretudo progressiva, tem indicação cirúrgica de descompressão da medula — por via anterior (ACDF em um ou mais níveis, corpectomia) ou posterior (laminoplastia, laminectomia com fixação), conforme a anatomia. Quanto mais cedo, melhor a chance de estabilizar e recuperar função. Casos leves e estáveis podem ser acompanhados de perto.
Perguntas frequentes
- Mielopatia melhora com fisioterapia?
- Fisioterapia ajuda na função, mas não descomprime a medula. Em mielopatia moderada a grave, atrasar a cirurgia costuma custar função.
